A cidade de São Paulo continua sendo a maior metrópole do Brasil, de acordo com dados recentes do IBGE. A fama torna a capital das compras ainda mais atrativa para quem busca produtos de qualidade com bons preços. De acordo com a SPTuris, a capital paulista recebe anualmente cerca de 11 milhões de pessoas, motivadas principalmente por negócios, pelos grandes eventos e pelas opções de lazer e entretenimento. 

Entre os grandes diferenciais de São Paulo com relação ao turismo de compras está o volume de oportunidades comerciais vantajosas ao comprador, elemento que eleva a cidade ao mesmo patamar de outras grandes metrópoles globais. O comércio popular no Circuito das Compras atrai compradores de todo o Brasil – e até de países vizinhos – chegam para garantir produtos acessíveis para consumo próprio e também para que possam revender em suas cidades. A região engloba ruas do Bom Retiro, da Liberdade, do Brás, e da Rua 25 de Março – o maior shopping a céu aberto da América Latina. 

De acordo com pesquisas realizadas pelo Observatório do Turismo, núcleo de estudos e pesquisas da São Paulo Turismo, os artigos que mais interessam a esses visitantes são peças de vestuário (32,5%) e livros (17,2%). Entre os turistas estrangeiros, as compras variam principalmente entre peças de vestuário (31,7%), brinquedos (10,6%), perfumaria (9,8%) e livros (8,9%). “Esse resultado reafirma a atratividade de São Paulo para o Turismo de Compras. O que poucos sabem é que essa vocação da cidade é muito bem reconhecida e aproveitada pelos visitantes estrangeiros, que encontram aqui uma oferta qualificada de produtos e oportunidades de boas compras”, explica Caio Luiz de Carvalho, presidente da São Paulo Turismo.

A visitação no Circuito das Compras aumenta com a proximidade de datas comemorativas especiais, como Dia das Mães, Dia das Crianças e, principalmente, Natal. Ainda de acordo com a SPTuris, cerca de 20% do volume de visitantes que chegam na capital para aproveitar a programação natalina vão às compras. O Terminal Turístico de Compras 25 de Março, administrado pela empresa, que recebe os turistas que vêm à cidade para fazer compras na região, recebe cerca de 600 ônibus todos os meses, trazendo cerca de 350 pessoas por dia que apresentam um gasto médio de R$ 1.800 por comprador. No mês de dezembro, o número de ônibus recebidos no terminal chega a 900, e o de consumidores ultrapassa 600 por dia. 

Em 2020, o turismo de compras sentiu um forte impacto por causa da pandemia do novo coronavírus. Entretanto, com a recente reabertura comercial, um novo comportamento de compra já é observado tanto no Circuito das Compras como em lojas todo o mundo. “Retornamos de forma consciente e consistente, de acordo com as recomendações dos órgãos de saúde. Todos os associados da APECC foram devidamente orientados sobre o uso obrigatório de máscaras, da medição de temperatura de visitantes na entrada dos ambientes comerciais e da disponibilização de álcool-gel para higienização frequente das mãos, declarou Ademir de Moraes, presidente da Associação Paulista dos Empreendedores do Circuito das Compras de São Paulo.

De acordo com Ademir, atualmente, 70% das lojas do Circuito das Compras já voltaram a funcionar. Mesmo de forma gradual, a reabertura do comércio tem sido satisfatória. “De um modo geral, empreendedores e grande parte dos consumidores estão conscientes da importância dos cuidados no momento atual. Do lado comercial, só temos a ganhar, já que a reabertura das lojas trouxe de volta os empregos e do capital de giro”, declarou o presidente da APECC.

A Associação enfatiza que o movimento, aos poucos, volta normal: pessoas de outras cidades de São Paulo, de outros estados brasileiros e até mesmo de países vizinhos já voltaram a frequentar a região. “Em breve, com certeza conseguiremos voltar à situação pré-pandemia. A região do Circuito das Compras sempre foi muito convidativa ao turismo de compras, com ofertas e lançamentos exclusivos”, finalizou Moraes.

“A grande tendência de retomada do turismo em São Paulo vai ser justamente no turismo de negócios”, afirmou o secretário de Turismo do Estado de São Paulo e ex-ministro do Turismo, Vinicius Lummertz. “Com o crescimento da economia, se observa também que esse conjunto de efeitos da digitalização poderá aumentar a produtividade da economia e ajudar a economia a se desenvolver, porque você diminui custos. As adaptações, a criatividade, a resiliência vão se apresentar, porque as pessoas ainda querem conversar, ver os produtos, tocar, almoçar juntas. Negociar é uma coisa muito humana. Desde o início da criação das cidades que as pessoas precisam se encontrar e elas voltarão a se encontrar”, complementou.

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